Viagem Cultural da AsBEA-SC em Salvador integra arquitetura, história e identidade

A AsBEA-SC iniciou em grande estilo sua participação na Convenção Nacional AsBEA 2025 com uma Viagem Cultural a Salvador, realizada nos dias que antecederam o evento. O roteiro reuniu experiências arquitetônicas, históricas e gastronômicas em uma imersão pela capital baiana, convidando os participantes a refletirem sobre o patrimônio, a identidade cultural e o papel contemporâneo dos arquitetos na preservação e transformação das cidades.

Com uma curadoria que integrou arquitetura, cultura e história, a viagem foi concebida para promover conexões entre profissionais e enriquecer o repertório cultural da comitiva. Iniciada no dia 13 de outubro, a programação seguiu até o dia 15 de outubro, quando teve início a Convenção Nacional AsBEA 2025, no Hotel da Bahia by Wish.

“A Viagem Cultural AsBEA-SC em Salvador marcou o início de uma intensa semana de trocas profissionais e vivências culturais, reafirmando o compromisso da entidade com a valorização da arquitetura, do patrimônio e da integração entre as regionais da AsBEA”, destaca a arquiteta Maria Aparecida Cury Figueiredo, presidente da AsBEA-SC. Para ela, a experiência reforçou o papel da arquitetura como expressão da cultura brasileira e como instrumento de diálogo entre passado, presente e futuro.

Primeiro dia: o legado de Lelé e o encontro com a cidade

O primeiro dia da Viagem Cultural foi marcado por uma imersão na obra do arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, com visitas à Igreja e ao Centro de Exposições do Centro Administrativo da Bahia, exemplos emblemáticos de sua produção técnica e humanista. O grupo almoçou no Palacete Tira-Chapéu, patrimônio restaurado que hoje abriga um centro cultural e gastronômico, combinando história e contemporaneidade em um mesmo espaço.

À tarde, os participantes viveram uma “Street Experience” conduzida pelo professor e arquiteto Yan Graco Cafezeiro, contratado pela AsBEA-SC, percorrendo o trajeto entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa pelo Elevador Lacerda, passando por ícones como a Praça Municipal e o Mercado Modelo.

O dia terminou em clima de confraternização, com um happy hour no rooftop do Novotel Rio Vermelho, onde o grupo estava hospedado. A recepção contou com a presença de representantes da AsBEA-BA e da AsBEA-RS, fortalecendo os laços entre regionais.

Segundo dia: memória, arte e arquitetura

O segundo dia da viagem proporcionou experiências que conectaram arte, memória e arquitetura. Pela manhã, o grupo visitou a Casa do Rio Vermelho, antiga residência de Jorge Amado e Zélia Gattai, hoje transformada em museu que celebra a vida e a obra do casal.

Na sequência, os arquitetos conheceram projetos de Lelé na Universidade Federal da Bahia (UFBA), reafirmando a importância de sua contribuição para a arquitetura social e institucional brasileira. O almoço foi na premiada Casa de Tereza, restaurante que une gastronomia, arte e cultura baiana em um ambiente acolhedor e repleto de referências locais.

À tarde, os participantes percorreram o Centro Histórico de Salvador, com visita guiada ao Pelourinho, à Catedral Basílica — mãe das igrejas brasileiras — e à Casa do Benin, espaço de valorização da cultura afro-brasileira com reforma assinada por Lina Bo Bardi. O dia terminou no Solar do Unhão, sede do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), também restaurado por Lina, em um momento de contemplação e inspiração.

Encerrando o dia, o grupo participou do evento “Esquina da Arquitetura”, promovido pela Revista PROJETO na Portobello Shop, sob a liderança do jornalista Fernando Mungioli. O encontro foi marcado pela homenagem ao arquiteto baiano Antonio Caramelo, fundador da Caramelo Arquitetos Associados, que celebrou 50 anos de trajetória profissional, reconhecido por um legado de projetos marcantes em diversas tipologias.

 

Terceiro dia: orla norte e encerramento da imersão

O último dia da Viagem Cultural teve como cenário a orla norte de Salvador, em um percurso que levou o grupo até a Praia do Forte, onde os arquitetos puderam apreciar paisagens e referências arquitetônicas que dialogam com o território e a natureza. O almoço foi no tradicional Restaurante Donana, ícone da culinária baiana, conhecido pelos sabores autênticos e pela hospitalidade local.

O roteiro foi encerrado com o check-in no Hotel Wish, local da Convenção Nacional AsBEA 2025, que teve início na sequência com a palestra “Complexidade: Paradoxo da Cidade Contemporânea”, apresentada pelo arquiteto e professor Chico Senna.